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21º Grito da Terra RN: Por uma agricultura familiar que cuida da terra e alimenta o Brasil
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21º Grito da Terra RN: Por uma agricultura familiar que cuida da terra e alimenta o Brasil

Aconteceu no dia 25 de junho de 2024, em Natal-RN, o 21º Grito da Terra RN, promovido pela FETARN e seus Sindicatos, com apoio da CONTAG e da CUT, reunindo cerca de 2 mil agricultores e agricultoras familiares advindos de todas as regiões do Estado, objetivando apresentar uma pauta de reinvindicações com os principais pontos que merecem uma atenção e atendimento por parte do Governo Estadual.

Entre as várias reinvindicações apresentadas e distribuídas em nove pontos, destacam-se:

1. AÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR, AGRÁRIO E AMBIENTAL: a necessidade de um REORDENAMENTO AGRÁRIO no RN com o fim de regularizar a situação fundiária; Estrutura técnica e funcionamento do Programa Nacional de Crédito Fundiário;

2. CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO E INFRAESTRUTURA com a ampliação das tecnologias alternativas, perfuração e manutenção dos poços, integração das bacias hidrográficas, recuperação da malha rodoviária para a escoação dos alimentos, aquisição de máquinas e equipamentos para a agricultura familiar, entre outras;

3. ECONOMIA POPULAR SOLIDÁRIA E COOPERATIVISMO com a implementação do plano estadual de agroindustrialização familiar, a questão da dotação orçamentária para a ampliação do programa de sementes crioulas, fomento à politica de capacitação das cooperativas da AF e economia solidária, o fortalecimento das feiras agroecológicas, etc.;

4. ASSISTÊNCIA TECNICA E PESSOAL com a reestruturação da EMATER, EMPARN, IDIARN, IGARN e IDEMA através de concurso público...

5. ENERGIAS RENOVÁVEIS E MEIO AMBIENTE com a execução de um programa de fomento a geração e uso de energias renováveis para a agricultura familiar, participação da FETARN no Conselho Estadual de Politica Energética, marco regulatório e zoneamento do estado para a implantação das unidades das energias renováveis, entre outras;

6. Na pauta também estavam outros pontos importantes como a questão da JUVENTUDE RURAL, TERCEIRA IDADE, POLÍTICA DE SAUDE, EDUCAÇÃO, SEGURANÇA e a retomada do GOVERNO CIDADÃO.

A concentração do Grito da Terra foi nas proximidades do Arena das Dunas onde ocorreram as diversas falas dos Sindicatos, dos Movimentos Sociais e Organizações diversas, culminando com uma caminhada até o Centro Administrativo do Governo do Estado onde em frente a Governadoria todos e todas esperaram a Governadora, Professora Fátima Bezerra para a entrega de um documento com as referidas reinvindicações.

Entre as diversas manifestações, a fala do Coordenador Executivo do Serviço de Assistência Rural e Urbano-SAR, destacou a importância da FETARN no processo das diversas lutas no campo, inclusive se sentindo muito à vontade de estar participando daquele momento, por se tratar de um movimento que se iniciou há mais de 60 anos, organizado pela Arquidiocese de Natal, através do SAR, com a criação dos Sindicatos Rurais. Sua fala manifestou a preocupação com a situação do Campo diante da atual conjuntura com a chegada e ampliação das Usinas de Energias Onshore (eólicas e solar) e diante do quadro de apreensão e medo que vem se instalando entre os territórios pesqueiros com a ameaça da chegada das Usinas Eólicas Offshore e o Porto Verde, em Caiçara do Norte. Os grandes empreendimentos de energias, além de desterritorializar, inclusive sob o risco de perda das terras por parte dos agricultores familiares e dos pescadores artesanais, podem gerar um processo de insegurança alimentar e nutricional, além de colocar em risco a saúde de milhares de pessoas pela “síndrome da turbina” que vem se espalhando nas regiões onde estão implantadas, merecendo uma atenção especial e controle por parte do estado brasileiro. As vítimas deste processo excludente, predatório e concentrador de renda e de terra são, prioritariamente, as comunidades tradicionais, os agricultores familiares e pescadores artesanais.

O Grito da Terra é um evento importante, no sentido de fazer com que cada vez mais a agricultura familiar seja reconhecida e valorizada, privilegiando um modelo de desenvolvimento sustentável nos territórios, combatendo a fome e a desigualdade social, representando uma alternativa real de promoção da cidadania e de inserção dos diversos territórios nos circuitos econômicos diversos.

O SAR parabeniza à FETARN pela realização do Grito e se soma à todas as suas reinvindicações.

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